quinta-feira, 1 de janeiro de 2009





Essa aí é a Pedra da Roseta? Alguém sabe o celular do Jean-François Champollion?





Realmente desceu, mas não sei se mudaram tanto assim.




Realmente sem nenhum compromisso, executaram sim, mas foi o português.




Sem palavras.



O que? Não seria uma Pulda, ou é um Puldo?




Como?




Esse percebeu a tempo.




Não minta. Isso você não tem!




Eu jamais faria isso. Pode acreditar mesmo. Jamais faria isso! Mas nem que tivesse bebido muito eu faria isso.




Só para descontrair. Tem gente trabalhando demais!




Quase acertou ...




Quase novamente ...




O "S" com cedilha faz parte da reforma?




Prometo que não vou esquecer das crianças e nem da água.









Não me amole por favor!




Eu vi um desses uma vez!




Tem joguinhos com Rourse?




Eu estou sendo peciguido e isso etá me pertubando.




Mas vem compreto mesmo?





Realmente é "CHOCANTE'!




É isso aí Bebeto. Vamos "saldar" o "trabalador".




Tudo bem. Mas alguém viu o sargento depois da reforma? Ficou bom? Se não ficou bom não tem que parabelizar.




Ter um Pony é sonho de toda "criansa". (Espero que meu filho não leia isso)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

COMO PASSAR A VIRADA DO ANO DENTRO DE UMA BRASÍLIA


Dezembro, 31, e o Jornal Hoje estampa uma imagem inacreditável. Os paulistanos estão enfrentando uma fila monstruosa para descer para o litoral. Quando vi a imagem hoje pela manhã, no bom dia Brasil, imaginei que pudesse ser algum efeito residual da cerveja de ontem, pois eu não conseguia identificar no pedágio lotado qual o sentido da pista. Esfreguei os olhos e voltei a dormir. Mas no Jornal Hoje, pude perceber que realmente a coisa é séria. Segundo comentários, eles estão seguindo a um ritmo de dez quilômetros horários, o que então significa que, para um percurso de 120 km, eles terão que passar doze horas dentro do carro.
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Imaginei então a cena clássica da brasília azul calcinha, descendo para o litoral sob a cuidadosa condução de Sebastião. Sebastião é esposo de Edivancléia, filha de Dona Ilá. Dona Ilá é uma senhora de um metro e meio, e com cerca de noventa quilogramas (ela até lembra Dona Marisa, mas a brasília de Sebastião é outra). Como a vida não lhe permitiu acompanhar a moda, sinônimo de praia é aquela camiseta regata de viscose, branca já meio amarelada.
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Sebastião conseguiu colocar os quatro filhos na brasília, o que exige muita organização, disciplina e alguns cascudos também. No chiqueirinho da brasília vai o isopor com a tampa quebrada. Pelo buraco se pode ver um frango defumado, duas Cidras Pulmann, uma Coca-Cola e um Salpicão de Frango. Também vieram as laranjas (a criançada gosta de pois de sair da água). Os pacotes de batata palha estão no porta-luvas. As malas foram desfeitas e as roupas foram colocadas em plásticos azuis de sessenta litros sob o capo do pequeno porta-malas dianteiro da brasília, que tem motor traseiro.
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Welington, Washington, Wesley e Wildiney conseguiram fazer um acordo e levar uma única bola para jogar suas peladas na areia, pois só ficarão até domingo. Eles dividem o banco traseiro do bólido, enquanto Sebastião, Edivancléia e Dona Ilá, dividem o banco dianteiro. Não há problemas, pois o que sobra nas ancas de Dona Ilá, falta em Edivancléia que de tanto trabalhar em casa de família, não teve a sorte de acumular gorduras. E o espírito de Edivancléia ainda ajuda, pois vez por outra ela cochicha no ouvido de Sebastião alguma “besteirinha” acerca do freio de mão.
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Quando chegam no pedágio, já estão suados, e a verdade é que não adianta. Tem gente que vai passar o reveillon em plena estrada. Mas não tem problema. Foi um ano bom pois Sebastião conseguiu tirar o nome do Cerasa, e Edivancléia está feliz com as famílias que anda atendendo como diarista.
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As horas passam ao ritmo do motor da brasília azul, e quando eles percebem, estão cerca de trinta quilômetros da casa do tio do primo de um amigo, onde deveriam passar a festa. Mas não haverá tempo. Repentinamente uma agitação começa a tomar conta da estrada, e dessa vez não são tantas as pessoas reclamando do engarrafamento. Alguns olham para o relógio, e repentinamente alguém grita: falta uma hora!
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Sebastião sorridente já olha para Edivancléia e comunica que a ceia deverá ser por ali mesmo. Edivancléia que não perde o bom humor por nada, já manda os meninos abrirem o isopor. Quando passa o vendedor de milho verde, Sebastião consegue um bom punhado de guardanapos que deverá servir de prato. A Coca-cola litro as crianças dividem e tomam no bico mesmo. Mas a cidra não. Isso é coisa chique que a gente tem que tomar no copo. Logo consegue com o vendedor de Caldo de Cana três copos de plástico para fazer o brinde. O salpicão fica no painel da brasília, a batata palha fica no pacote mesmo, e o frango defumado vai direto para o guardanapo.
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E lá estão eles comendo a ceia de reveillon, felizes e cantando a clássica “Adeus Ano Velho”. O cidadão do carro da frente começa a tirar alguns fogos de artifício e dispará-los iluminando os olhos brilhantes das crianças da brasília.
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Já com a Coca-cola na metade, Edivancléia pede para que as crianças guardem o resto para o almoço do dia primeiro . Os ossos da cocha do frango voam pela janela e a ceia está acabada. Alguém grita que faltam só quinze minutos. Uma euforia toma alguns enquanto outros motoristas solitários olham para o relógio indignados. A cidra é aberta e a rolha atravessa a pista para sumir na vegetação. Enquanto Sebastião vira o primeiro copo da cidra Pulmann, uma moto da Polícia Rodoviária para ao lado da janela do motorista. O Policial Rodoviário pede para Sebastião descer e logo lhe pergunta: O senhor está bebendo e dirigindo?
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Sebastião não se contêm e uma gargalhada lhe escapa: Bebendo estou, mas dirigir eu não consigo há mais de dez horas. O Policial ri, e com o espírito de festa, resolve deixar a transgressão para lá. Quando acelera a moto, ouve alguém gritar: E o senhor que está ultrapassando em fila dupla? O policial percebe que está errado, pois as motos têm que respeitar as faixas que dividem a pista, mas irrita-se com aquilo e faz a volta.
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Quando pretende identificar o autor do insulto, alguém do outro lado grita: Olha o Policial andando na contra mão! Incrivelmente uma multidão começa a descer dos carros e se opõem a investida da autoridade. Quando o Policial percebe aquilo, alguém se aproxima e lhe oferece um gole de cerveja. O Policial ri, viu que não havia como lidar com a situação em meio ao caos. Ele agradece e rejeita a cerveja, mas logo coloca a moto no sentido certo e prossegue em direção ao litoral ultrapassando os carros entre as faixas.
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Como se fosse um gol do Corinthians, a multidão comemora. E repentinamente alguém começa a gritar: Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um e .... Todos gritam e se abraçam, desejando tudo que há de melhor nessa vida. O casal beija seus filhos, um a um, e dentre alguns conselhos sobre escola, comportamento e companhias, os pais desejam a eles um bom novo ano, e sem recuperação na escola.
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Quando Sebastião se dirige a sogra para dar-lhe o abraço, ela tem na face um semblante preocupado, enquanto o suor escorre pela sua testa. Ele se aproxima e faz seus votos de feliz ano novo, mas antes que ele consiga finalizar suas palavras, a sogra lhe interrompe.
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- Obrigado Tião, mas eu não estou passando bem. Você sabe que sou fraca para comida. Qualquer coisa que eu como e pronto. Acho que o salpicão me fez mal. Eu preciso de um banheiro!

31 DE DEZEMBRO DE 2008 - FELIZ ANO NOVO, E FELIZ ANIVERSÁRIO CRISLEI.


O ano agoniza triste, enquanto outro se promete. Mas é quase apenas um dia como outro qualquer, pois deveríamos refletir mais durante todos os dias do ano. Antes de cometer nossos erros tolos deveríamos ter nos dado o tempo de pensar para não errar.
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E mesmo assim, há aqueles imediatistas que medem a vida em segundos, minutos ou horas. Também tem aquele inseguro que mede a vida em meses. E não é difícil encontrar o acomodado que mede a vida em décadas. Por isso, não nos parece má idéia medir a vida em anos. E os anos passam.
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Assim como hoje, 31 de dezembro de 2008, um ano é somado na idade da amiga, e comadre Crislei, uma pessoa quem tem somado tanto em minha vida com o passar dos meus anos. E ao deitar as mãos sobre o teclado para escrever-lhe algo como votos de Feliz Aniversário, percebi que desejo a ela muita coisa, assim como também desejo a todos no ano de 2009.
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“Que nesta data você encontre os detalhes do grande segredo da vida, para que ela seja leve, embora não seja perfeita.
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Que você descubra a forma das pessoas, para que não se decepcione e apenas as aceite. Que você entenda os caprichos do tempo, para que ele torne você melhor e não mais triste.
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Que você perceba a diferença dos sons, para não se preocupar com tudo que ouve, mas para ter tempo de ouvir a primavera de Vivaldi.
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Espero que você aprenda mais temperos, para saber que o sofrimento do sal e romance do açúcar não são nada sozinhos, e que para se digerir bem a nossa existência, ela deve ser temperada.
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Quero muito que você entenda o que é sangue, para saber o significado completo da palavra família.
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Quero muito que você entenda que o livro da vida é escrito com palavras, que se unem para formar frases, que reúnem-se em parágrafos, que constroem capítulos, e que um dia irão completar nosso livro, pois um livro não se escreve só com o verbo ter.
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Não existe um só bom livro que tenha sido escrito sem no mínimo usar uma vez o verbo perder.
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Esse nosso livro é sério demais para ser tratado como comédia, e só as comédias de pouco valor é que só guardam boas gargalhadas.
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A vida não é festa, mas se fossemos agradecidos, faríamos uma festa para agradecer pelo dom da vida.
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Não a vida esbarrada em becos sujos, que tramam, conchavam, espreitam, especulam e planejam o mal, mas a vida como um sopro de um Anjo Divino que nos invade acima da lógica e de toda a tecnologia que o homem pensa que descobriu, mas jamais será capaz de repetir ou copiar.”
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Enquanto eu escrevo ou mesmo você lê, interesses políticos despejam bombas sobre crianças sob a bandeira de uma razão temerária, tratando civis como uma perda necessária e um número aceitável na estatística do custo e benefício.
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Enquanto você manda esse email para alguém, ou um desconhecido lê de outra forma qualquer, existem pessoas se drogando, vendendo drogas e se deitando nos prazeres de uma vida material onde o ser humano é um mero detalhes sob a marca da roupa que usa.
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Mas mesmo assim, e apesar de tantas outras coisas tristes, no meu livro tenho o verbo sorrir, e usarei ele sempre que eu souber que você leu.
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Então mais do que tudo, eu desejo a você muita Luz, para que te crie caminhos claros, onde você possa vez por outra, estender a mão e trazer alguém para o nosso lado da vida. Imperfeita sim, mas realmente clara o suficiente para que todos vejam nela o brilho da Benção.
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Que Deus abençoe todos a cada dia de 2009, e que seja criada a vigésima quinta hora do dia, para que as pessoas se amem e o ser humano volte a comemorar o verdadeiro significado do Amor.