sábado, 24 de abril de 2010

AÍ A BRIGA COMEÇOU



As vezes me perguntam como posso defender uma pessoa que comete um homicídio. Na realidade, é fácil entender como os relacionamentos entre pessoas se deterioram e chegam aos limites da loucura. Depois disso, para que realmente a fatalidade aconteça, basta a briga começar.

E normalmente as brigas começam assim:

.......

Minha  esposa sentou-se no sofá junto a mim enquanto eu passava pelos canais.  

Ela  perguntou:

"- O que tem  na TV? "

Eu disse:  

"- Poeira. "  

Aí a briga  começou...
 
............

Minha esposa  estava dando dicas sobre o que ela queria para seu aniversário que estava  próximo. Ela disse:

"- Quero  algo que vá de 0 a 100 em cerca de 3 segundos. "

Eu comprei  uma balança para ela.

Aí a briga começou....
 
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Minha esposa  e eu estávamos sentados numa mesa na minha reunião de colegial, e eu  fiquei olhando para uma moça bêbada que balançava seu drinque enquanto  estava sozinha numa mesa próxima.

Minha esposa  perguntou:

"- Você a  conhece?"

"- Sim,"  disse eu, "Ela é minha antiga namorada...Eu sei que ela começou a beber  logo depois que nos separamos há tantos anos, e pelo que sei ela nunca  mais ficou sóbria."

"- Meu  Deus!", disse minha esposa, "quem pensaria que uma pessoa poderia ficar  celebrando por tanto tempo?"

Aí a briga  começou...
 
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Depois de  aposentar-me, fui até o INSS para poder receber meu benefício. A mulher  que me atendeu solicitou minha identidade para verificar minha idade.  

Chequei meus  bolsos e percebi que a tinha deixado em casa. Disse a mulher que  lamentava, mas teria que ir até minha casa e voltar depois.  A mulher  disse:

"- Desabotoe  sua camisa."

Então,  desabotoei minha camisa deixando exposto meus cabelos crespos prateados.  Ela disse:

"- Este  cabelo prateado no seu peito é prova suficiente para mim" e processou meu  benefício.

Quando  cheguei em casa, contei entusiasmado o que ocorrera para minha esposa. Ela  disse:

"- Por que  você não abaixou as calças? Você poderia ter conseguido auxilio-invalidez  também... "

Aí a briga  começou...
 
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A mulher  esta nua, olhando no espelho do quarto de dormir. Ela não está feliz com o  que vê e diz para o marido:

"- Sinto-me  horrível; pareço velha, gorda e feia. Eu realmente preciso de um elogio  seu. "

O marido  retruca:

-"Sua visão  está perfeita! "

Aí a briga  começou...  
 
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Eu levei  minha esposa ao restaurante. O garçom, por algum motivo, anotou meu pedido  primeiro.

"- Eu vou  querer churrasco, mal-passado, por favor."

Ele disse:  "- Você não está preocupado com a vaca louca ?"

"- Não, ela  mesma pode fazer seu pedido."

Aí a briga  começou...
 
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O marido  volta do médico após uma consulta e a esposa toda preocupada,  pergunta-lhe:

"- E então,  o que o médico lhe disse?"

De pronto,  ele respondeu:

"- A partir  de hoje, não faremos mais amor, estou proibido de comer qualquer coisa  gorda.."

Aí a briga  começou...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

VÍRUS IGNORANTE DA …



Ok. E lá vamos nós novamente.

Como diria a canção: prepare seu coração para as coisas que eu vou contar.

Nesta sexta chuvosa, quando a noite começa a nos remeter às indagações de onde ir, com quem ir e que horas voltar (vez por outra, ao perder a hora de ir embora você não perde só a hora), recebi um email de contato@fedex.com . De pronto tentei puxar pela memória para encontrar alguma transação minha que envolvesse alguma indústria além de nossas fronteiras. Sim. Eu passei 30 dias na Ilha do Mel, mas sou absolutamente contra as drogas ilícitas.

Remexendo a cabeça e as milhares de coisas, com ou sem importância, que habitam esse espaço fértil, lembrei-me que a única relação comercial que estabeleci com indústria de outro país, foi única e tão somente aquela “raquete elétrica”, que se tornou o terror dos pernilongos neste verão.

Realmente foi uma aquisição de primeira linha, apesar de ser “Made in China”. A bendita raquete é uma espécie de alter ego. Ela não só mata o maldito inseto, mas também faz dele uma espécie de pipoca que não se pode comer. Ao ouvir aquela pequena explosão e ver aquela faísca, todos os palavrões que proferimos nas noites quentes, tornam-se desnecessários. A raquete não só mata o bicho, mas alivia os nervos também.



Como comprei a raquete no sinaleiro da Manoel Ribas com a Jacarezinho, não creio que tal transação envolveria nem a FEDEX, nem a Receita Federal, e como o valor era de míseros R$ 15, não haveria motivo para mover os dedos de alguém para redigir aquele email.

Então desconfiei.

Ali estava eu, diante de um vírus daqueles que é só você clicar e pronto, não acontece nada, mas seus dados pessoais, a sua senha do banco, e mais aquelas outras coisinhas indiscretas, vão parar na mão de alguém descomprometido com o seriado Lei e Ordem. Mas como foi que o meu antivírus não pegou esse maldito? Ora Dr. Rangel. Simples. O senhor não clicou em cima da porcaria, e mesmo que assim tivesse feito, ao usar o Mozilla Firefox, esse programinha que tem nome de avião misturado com filme de monstro japonês, o dispositivo bloquearia o maldito vírus.

Mais tranquilo, dei-me conta de que podia então analisar o email. E aí veio a surpresa. Normalmente quando um maldito ataca nosso computador, de pronto tentamos fechar a tela, corremos para o banheiro e lavamos a mão. Inclusive o Mozilla tem uma tela que nos permite a opção “me tire daqui”. Isso seria uma coisa muito boa se pudéssemos clicar em cima quando estamos em alguns determinados bares: PELO AMOR DE DEUS, ME TIRE DAQUI AGORA!

Ao ler com mais calma o email, percebi algo interessante. Não só os poderosos programas anitvírus podem nos proteger desses malditos seres microscópicos cibernéticos virtuais. Uma simples gramática já nos permite evitar a infecção da nossa máquina.

Vamos pensar de forma rápida, simples e prática.

Pelas provas que são aplicadas em concursos da Receita Federal, não é de se acreditar que um servidor daquela entidade, enviaria um email com português de vila. Não posso acreditar que um ser com a capacidade de galgar a aprovação em qualquer concurso, é capaz de escrever um carta comercial, ainda que eletrônica, começando com “viemos”.

Eu sei que você custa a acreditar, mas ao ampliar a imagem acima, perceberá que é exatamente assim que começa o maldito email.

E mais. Quando percebi do email constar o período “a mercadoria que foi enviada para seu endereço residente no Brasil”, pensei rapidamente comigo: – Com a devida vênia, mas quem reside no Brasil sou eu, e não meu endereço.

Pronto.

É vírus!!!

Disso podemos extrair duas verdades:

  1. Não é pelo fato de seu filho (primo, ou qualquer outra pessoa) ser um gênio da computação, que se pode dizer que ele sabe falar português. Isso tem muito mais relação com o conceito de inteligência emocional do que com genialidade. Para o computador é um gênio, mas para o português, é uma verdadeira anta.
  2. E a segunda verdade é simples. Se você usar o Mozilla Firefox como navegador, uma simples gramática de não mais que R$ 30, pode impedir que alguns vírus infectem a sua máquina. É lógico que isso não serve para aqueles que entram em sites só para ver as figurinhas.

Seja como for, está publicado. Com erros de português ou não …


Ps.1: Não clique sobre o endereço de email acima.

Ps.2: Você já clicou? Agora você entende o que significa inteligência emocional.

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA. UMA QUESTÃO DE TEMPO


ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA. UMA QUESTÃO DE TEMPO

Não há paranaense, nato ou de coração, que não se sinta profundamente entristecido diante dos acontecimentos políticos que hora se desenrolam. É com intensa mágoa que todos vêem os magnos interesses do Estado sacrificar nas áreas da mais condenável politicagem.

Melindroso, inflado de óbices, é o período histórico que o Paraná atravessa, exigindo a abnegação, o altruísmo, os melhores carinhos e cuidados de todos os seus filhos, máximo daqueles que tem no momento a responsabilidade de diretores de seus destinos político-administrativos.

Ninguém ignora a situação delicadíssima do Estado, a qual, envolvendo a grandeza de seu futuro, impõe aos homens do governo o sacrifício de suas conveniências partidárias.

Não é só por meio de palavras sonoras que devemos mostrar o amor a nossa terra; é por meio de atos que não estejam em contradição com essas aparatosas declamações.


Não são palavras minhas, nem guardam qualquer relação proposital com os atuais escândalos que envolvem a presidência da Assembléia Legislativa. São palavras extraídas de um texto dos representantes do Partido Republicano, publicadas no Jornal Diário da Tarde, de 30 de dezembro de 1911, e firmada pelo meu bisavô paterno, Cipriano Gomes da Silveira, representante do Diretório Municipal de Conchas e que exercia o cargo de prefeito daquela cidade naquela época.

Em outubro do ano seguinte, começava a Guerra do Contestado.

Parece que após quase um século, ainda não se tem um postura ideal por parte de grande parte dos políticos.

Hoje os jagunços não são aqueles que armados de facões de madeira, enfrentavam a força policial em meio as preces fanáticas dedicadas aos monges. Hoje, os abandonados, tal qual os revoltosos, são aqueles que se dão contas dos autos salários que alguém recebeu em seu nome.

Hoje os revoltosos são os estudantes que invadem a Assembléia, derrubando as grades que o povo paga, sem entender exatamente a diferença entre a instituição e esse ou aquele que contra ela teve o ato indigno.

Os revoltosos hoje têm nas mãos o título de eleitor, e por certo não pouparão da degola os que atentaram contra a moral e a dignidade do exercício do poder público.

Mas enquanto isso a Assembléia aguarda, complacentemente que algo aconteça. As vésperas do dia do trabalho, a Assembléia não consegue trabalhar, e nem mesmo, dar uma respostas aos trabalhadores que tanto quanto qualquer deputado sério, assustam-se com salários fantásticos, benevolências de relações escusas, concedidos a fantasmas.

O momento exige trabalho, e um trabalho sério.

É o que se espera, e já é tempo de encerrar essa espera, pois tarda uma postura contundente e realmente digna de restaurar a imagem da instituição da Assembléia Legislativa. Não há só um deputado que possa renunciar ao interesse do povo para atender um interesse pessoal.

Aos que erraram, que corajosamente se afastem, e cuidem de suas próprias vidas. Que dediquem-se ao tempo necessário para elaborar suas defesas e tentar oferecer suas razões. Pois que fiquem então, tão somente aqueles que defendem a Assembléia. Que fiquem tão somente aqueles cuja dignidade e trabalho legitimam sua postura dentro desta instituição.

E se ainda assim, aos envolvidos no escândalos que insistirem em aquartelar-se nas trincheiras do poder, que se erga uma legião de deputados conscientes do momento em que o Paraná atravessa, para através de todo e qualquer procedimento previsto no regimento, proponha não só o afastamento, mas também o ostracismo dos que insistem em sufocar a Assembléia.

Ainda há esperança.

Será que passados cem anos, também estas palavras serão resgatadas por alguém?

Resta saber em que parte da história estará essa passagem. Quem serão os nomes a serem relembrados, e qual a dignidade que cada um revelou pelos seus atos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Dilma ou Cauby?

Dizem que o Presidente de uma Nação é o retrato de seu povo, e só por aí já não íamos nada bem. Porém, como tudo nessa vida, isso também pode piorar. Se não cuidarmos, poderemos em breve nos tornar uma nação de quase 190 milhões de “Caubys Peixotos”.